<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056</id><updated>2012-03-03T15:43:37.755Z</updated><category term='Benjamin Moser'/><category term='ou é tonto ou é mulher'/><category term='Autobiografia'/><category term='Agatha Christie'/><category term='antiblog'/><category term='A Montanha Mágica'/><category term='dicionário infernal'/><category term='música'/><category term='old school'/><category term='fotonovelas'/><category term='Gonçalo M. Tavares'/><category term='a room of one&apos;s own'/><category term='paciência'/><category term='fotografia'/><category term='amigas'/><category term='Nathalie Djurberg'/><category term='culpa'/><category term='inteiro'/><category term='vídeo'/><category term='Clarice Lispector'/><category term='a educação de caim'/><category term='o começo de um livro é precioso'/><category term='epitáfio'/><category term='o rato'/><category term='à procura de encontrar'/><category term='reconciliação'/><category term='manifestos chatos'/><category term='filmes'/><category term='Thomas Mann'/><category term='coisas chatas sem qualquer pertinência'/><title type='text'>Colectivo Chato</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>40</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7173839462633002496</id><published>2012-03-03T15:32:00.001Z</published><updated>2012-03-03T15:43:37.968Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas chatas sem qualquer pertinência'/><title type='text'>«Insanity is doing the same thing over and over again and expecting different results»*</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sempre gostei destes dias caseiros, o meu filho a interromper-me por tudo e por nada, o computador aceso num poema, a História do Mundo aberta num capítulo qualquer, texto, leitura, mails, maternidade, blogues, casa, almoço, louça, a mudança das camas, texto, poema (o mesmo), o filho irrompendo pela cozinha com uma bola, o berro, a súplica, o pano da cozinha molhado sobre a pedra, a roupa dobrada sobre a cama, a luz, a luz do quarto, o tempo a fugir, o dia a passar, o texto, o filho, eu, a música enfim no rádio, toda esta cena doméstica, trágica, profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que não acredito na repetição, vejo neste cenário de aparente permanência a única hipótese de mudança. É aqui que se situa o mais central dos meus paradigmas pessoais: aprendo, não pela realização dos meus desejos, mas pela sua frustração. Exercício menos simples do que o seu enunciado, passa por encontrar dentro aquilo que sempre se procurou fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando comecei a escrever ia dizer uma coisa absurdamente diferente, aplicada ao desamor. Ia dizer, acho eu, que tal como o título anuncia, não se pode cometer sempre o mesmo erro esperando que, por milagre, se obtenha um resultado diferente. Mas, afinal, isto é tema de outro texto, e há um jardim à minha espera.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;*consta que a frase é do Einstein mas eu&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;encontrei-a &lt;/span&gt;&lt;a href="http://a-leiseca.blogspot.com/2012_02_01_archive.html" style="font-size: small;"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7173839462633002496?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7173839462633002496/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7173839462633002496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7173839462633002496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7173839462633002496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/03/insanity-is-doing-same-thing-over-and.html' title='«Insanity is doing the same thing over and over again and expecting different results»*'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-8008473271037388687</id><published>2012-03-03T11:50:00.000Z</published><updated>2012-03-03T11:50:55.535Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos chatos'/><title type='text'>La Malle de Madame</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;A propósito de um &lt;a href="http://bibliotecariodebabel.com/geral/que-ler-quando-se-chega-aos-40-anos/"&gt;post do bibliotecário de babel&lt;/a&gt;, o dia começa assim.&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei como era o poema do Nuno Moura mas fiquei com a lembrança de uns versos que diziam que o livreiro não devia ler mais que dois ou três livros durante toda a vida. É uma ideia sedutora, que remete para outras, ou para uma espécie de verdade sagrada que, não existindo, é a única coisa em que se pode acreditar. Numa destas noites, enquanto lavava a loiça com o pescoço inclinado e o ombro a segurar no telefone, terei dito qualquer coisa deste tipo ao &lt;a href="http://conversacoescomdmitri.blogspot.com/"&gt;Karamazov&lt;/a&gt;: não creio que faça sentido uma pessoa angustiar-se por não poder ler tudo quanto pede para ser lido já que cada leitura contém em si a sua própria desleitura.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De cada vez que um livro é lido, a sua leitura está circunscrita a um tempo, a um pensamento, a um contexto, que em tudo determinará o que do acto for sacado, ou seja, se o leitor &lt;i&gt;faz&lt;/i&gt; o livro nada lhe garante que o &lt;i&gt;fará&lt;/i&gt; completamente, esgotando-o. Pelo contrário, o leitor serve-se da leitura sempre de forma diferente, pelo que ler cinquenta livros em 2011 seria sempre uma experiência diferente se os mesmos cinquenta livros fossem lidos em 2012. O livro, ele mesmo, é só potência. O leitor, ao fim e ao cabo, é um condutor.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se, como na nossa cidade, todos os caminhos vão dar a Roma, isso não quer dizer que lá cheguemos algum dia. O leitor pode escolher um capítulo, ou uma rua, e contornar o resto, encontrando outro destino, um lugar onde ficar. Para que o livro se cumprisse teria de ser percorrido de todas as maneiras, em todos os sentidos, até não sobrar qualquer palavra virgem, intocada, qualquer imagem, frase, ideia em que não se reparara antes. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há outra hipótese, que me agrada mais: o esquecimento. O livro que se cumpre na desmemória. O caminho que se faz sem olhar para trás. Creio que é a melhor forma de enfrentar a angústia perante o que se perde - e perde-se sempre tanto. A consciência de que, quer na vida, quer na leitura, não existe tal coisa a que se possa chamar "aproveitar ao máximo". Trata-se de um mito, esta ideia sôfrega de uma vivência extrema. O máximo é sempre o máximo &lt;i&gt;possível&lt;/i&gt; - e isso às vezes é pouco, tão pouco. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-8008473271037388687?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/8008473271037388687/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=8008473271037388687&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/8008473271037388687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/8008473271037388687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/03/la-malle-de-madame.html' title='La Malle de Madame'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-5343736853410795623</id><published>2012-03-01T01:51:00.000Z</published><updated>2012-03-01T01:51:50.991Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='old school'/><title type='text'>chato e old school</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O grande problema da temática amorosa é a necessidade de regressão ao tempo da infância. Como é sabido, olhar para trás é, simultaneamente, rever e ficcionar. O que vejo não pode ser quem eu realmente era mas apenas o que hoje, volvidos tantos anos, eu aprendi a ver de mim. O perigo dessa margem de erro reside na pena ou na vaidade que podemos vir a sentir da criança que fomos. E, consequentemente, da vergonha que possamos sentir por ter começado por aí. Demasiada pena resulta em auto-comiseração, demasiada vaidade em arrogância. Ou muito boa ou muito má, a criança que fomos não sonhava que hoje estaríamos assim. E, mais interesse do que o nosso olhar sobre ela, teria o olhar dela sobre nós."&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Catarina Barros, ela mesma, &lt;i&gt;quando era nova&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-5343736853410795623?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/5343736853410795623/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=5343736853410795623&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/5343736853410795623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/5343736853410795623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/03/chato-e-old-school.html' title='chato e old school'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-4312169023099535171</id><published>2012-02-24T02:08:00.000Z</published><updated>2012-02-24T02:08:10.124Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas chatas sem qualquer pertinência'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amigas'/><title type='text'>outras chatices</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma coisa deveras inquietante, daquelas coisas pessoais que vocês gostam de saber, e de que ainda não falei aqui. É, no entanto, um tema bastante presente, pelo que, tendo por base a habitual urgência de um registo que redima, aqui ficam os meus pensamentos à uma e quarenta da manhã.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos velhos tempos em que tive uma livraria (uau) tive também a oportunidade de conhecer uma data de gente que, apesar disso, não conheci. Ainda hoje, ao fim deste tempo todo, continuo a andar na rua com a sistemática sensação do já vi a &lt;i&gt;tua&lt;/i&gt; cara em algum lado mas, por não &lt;i&gt;te&lt;/i&gt; ter de facto conhecido, raras vezes a coisa se consuma. Para começar devo explicar que &lt;i&gt;nesses tempos&lt;/i&gt; padecia de algumas psicoses, do tipo:&amp;nbsp;a) depressa vou ser desmascarada b) tenho que dizer qualquer coisa inteligente c) ó meu deus não consigo. Aliada a isto (vulgo, insegurança), havia uma miopia e uns óculos horríveis. E depois há outra coisa, que me parece a mais importante, ou pelo menos aquela de que posso falar sem que o Colectivo passe a Terapeuta. É muito, mas mesmo muito difícil, engatar uma amiga. E não, não acabámos de entrar no show lésbico da noite - porque ainda é suposto isto ser um blogue &lt;i&gt;chato&lt;/i&gt;.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não me é difícil apontar contra mim a responsabilidade de um impacto não friendly na população feminina - é que, embora eu estivesse doidinha por encontrar miúdas que gostassem das mesmas coisas que eu, estava demasiado entusiasmada comigo mesma e com a minha vida para que sobrasse algum espaço para olhar à volta, com a atenção necessária. Digo isto porque, pela minha experiência, a coisa entre miúdas só funciona quando há um ligeiro flirt de parte a parte e eu, pelas razões atrás mencionadas, falhava espectacularmente nesse campo. Mais do que gostar de miúdas, eu queria que as miúdas gostassem de mim. E, já devem estar a adivinhar, em jeito de cliché machão, eu queria &lt;i&gt;todas&lt;/i&gt;&amp;nbsp;as miúdas. A partir daqui é fácil perceber o quanto me apoquentava não pertencer ao grupo, fosse ele qual fosse. É que eu não era nem intelectual o suficiente, nem trendy o suficiente, nem académica o suficiente, nem fofinha o suficiente, nem esperta o suficiente. Em suma, eu não me aplicava a nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi só no fecho da livraria, num desses dias muito deprimentes, que escrevi um e-mail a uma potencial amiga, pedindo, como nem na escola primária pedi, que ela fosse &lt;i&gt;a minha amiga&lt;/i&gt;. Tive sorte, apontei a uma pessoa generosa, que acedeu ao meu pedido e, desde então, estou-lhe bastante grata. &lt;i&gt;Meanwhile &lt;/i&gt;(yaya, mais um estrangeirismo), começo a ser capaz de sair do torvelinho juvenil de onde olhava o mundo. É um processo lento porque implica, para começar, deixar de ser o centro do mundo. Uma trabalheira.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-4312169023099535171?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/4312169023099535171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=4312169023099535171&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4312169023099535171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4312169023099535171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/outras-chatices.html' title='outras chatices'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2799226932138535602</id><published>2012-02-24T01:23:00.000Z</published><updated>2012-02-24T01:23:10.924Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o começo de um livro é precioso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o rato'/><title type='text'>o rato</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alba nunca foi uma mística. Da tradição de bruxedos, superstições e missais familiares, herdara uma profunda descrença relativa a tudo o que não pudesse tocar. Em pequena ouvira a avó aconselhar a uma mulher que, a fim de manter o marido, lhe urinasse na sopa. Se esta informação foi vital para a compreensão daquele ditado que diz que os homens se conquistam pelo estômago não o foi menos para a convicção de que um divórcio seria sempre preferível. Todos os anos havia em casa novidades astrológicas, quer fosse através do tarot, de um mapa astral detalhado ou, quando havia menos dinheiro, dos horóscopos que saíam com as revistas. Em casa de Alba, tudo se sabia com antecedência: quantos filhos estavam para nascer (abortos incluídos), os anos maus, os anos bons, os casamentos, a sempre escassa prosperidade financeira, a morte serena a meio da noite [...]. A par das profecias, uma série de cuidados foram sempre tidos em conta: um copo partido não era varrido sem que antes se lançasse sobre ele um punhado de sal grosso; uma capicua na matrícula de um carro originava um beliscão, não menos apertado se a vítima fosse uma criança; mudanças de casa e de trabalho não podiam ser feitas nem à sexta nem à segunda-feira; a mala não podia estar no chão nem o dinheiro na mesa; e por aí em diante. Mas nada era tão incomodativo para Alba como A Grande Questão dos Signos Aplicada ao Amor. É Virgem? Um traidor. É sagitário? Um cabrão. Peixes são horríveis. Não vai dar certo, é Touro. Era assim que a mãe de Alba avaliava os genros e, por qualquer razão incompreensível, que de resto servia apenas para aumentar o cepticismo da filha,&amp;nbsp;acertava sempre. No fundo, falar de um Balança ou dizer que os homens eram todos iguais era a mesmíssima coisa com excepção apenas para o Caranguejo, cuja condenação seria a de fazer uma família feliz. Alba, profunda conhecedora de signos masculinos, nunca conhecera nenhum destes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas voltemos ao momento em que deixámos Alba, na cozinha, entre tangerinas. Entre esse momento e este Alba foi abalada por uma sensação que não podia dominar, pois de entre todas as sensações, esta era a mais rara: um medo profundo e irreprimível de um símbolo vivo, de que alguma coisa, ao invés de ser aquilo que era, fosse afinal uma representação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final do Outono, numa dessas noites em que por qualquer razão não há sono que chegue para adormecer, Alba avistara uma sombra. Sentada na cama e iluminada apenas por um pequeno candeeiro, olhara para a porta do quarto, que se encontrava fechada, e vira algo mover-se. Como é sempre o coração quem primeiro se agita, o de Alba disparou. Porque razão é sempre o medo, a mais rápida das emoções? Alba levantou-se da cama, abriu a porta do quarto, acendeu a luz da divisão contígua, a cozinha, e nada. Convicta de estar acompanhada por uma alguma criatura viva, nessa noite adormeceu tarde com a luz acesa, ameaçada por todos os ruídos. Talvez esteja a estranhar a casa, pensou. Devo ter a vista cansada. Passaram-se vários dias sem quaisquer visões e Alba, já esquecida do caso, pôde voltar a adormecer em paz.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi só ao oitavo dia que a situação se agravou. Alba estava sozinha em casa, o filho fora de fim-de-semana, e aproveitara para ficar na cama até mais tarde. Depois do duche, do qual se poderá falar mais tarde dado que não é de menor importância para o que aqui se vai narrar, regressou ao quarto e sentou-se na cama, ainda nua, enquanto respondia a uma mensagem que entretanto piscava no telefone. Foi nesse exactíssimo momento que o vulto se fez corpo e, a uma velocidade que só visto, um rato atravessou o quarto desde a portada da janela até ao canto oposto, junto à porta, onde desapareceu. Um rato. Num segundo andar. Um rato castanho, do tamanho de uma noz, com uma cauda enorme.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante sete horas o mundo parou. Dominada por um terror profundo e deprimida pelo que de impeditivo esta aparição continha, Alba teceu severas medidas bélicas em defesa de um território que, afinal, não era só seu. Depois de se vestir começou por afastar a estante que se encontrava por trás da porta fazendo com que o rato desse um salto - levando-a aos píncaros do terror - e fugisse para debaixo da cama, que de resto assentava apenas sobre um estrado no chão. Entre esta e a segunda medida foi necessário algum tempo e ainda mais determinação. Quando moveu a cama, ao contrário do que antes acontecera, não houve da parte do animal qualquer reacção. Convencida de que a criatura teria fugido para qualquer outro canto, e incapaz de lidar com aquilo que lhe parecia uma injustiça tremenda, Alba saiu. Durante quarenta e cinco minutos mexeu, com uma colher, numa chávena de café. Pela primeira vez na vida, nada interessava. Pela primeira vez na vida, não havia uma solução. Matar o rato? Impossível. Viver com o rato? Pior. Era preciso mudar de casa - e no próprio dia.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na loja mais próxima, a funcionária chinesa, sem nunca deixar de sorrir, recomendou-lhe a popular cola para ratos. Alba tentou aconselhar-se: mas já experimentou? Já teve feedback de algum cliente? Como resposta, o mesmo sorriso disponível, quase submisso, que parecia concordar com tudo sem que, na verdade, dissesse nada.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tratava-se de um processo tom&amp;amp;jerry: atraía-se&amp;nbsp;o rato até ao sítio onde a cola tivesse sido disposta e, haja para isso gula, era só rezar para que ele ficasse colado. Sem saber o que faria depois com um rato vivo colado num cartão com queijo cheddar, pareceu-lhe que seria um empreendimento&amp;nbsp;menos agressivo do que o veneno, cuja embalagem prometia resultados nagasaki.&amp;nbsp;Já em casa, tratou primeiro de descobrir onde se barricava o inimigo e concluiu, não sem amargura, que este se escondera no lençol de baixo, um lençol-capa de algodão verde azeitona. Daí seguiu para a cozinha, entrando no armário debaixo do fogão, um desses armários especializados em guardar tudo o que nunca é usado, e que Alba foi esvaziando, com o auxílio de uma vassoura, num processo que terá demorado uma hora e meia até que, no virar desta tormenta, por entre gritos, lágrimas e suores frios da oponente, o viu zarpar para debaixo do frigorífico. &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Foi então que se iniciou o cerco. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2799226932138535602?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2799226932138535602/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2799226932138535602&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2799226932138535602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2799226932138535602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/o-rato.html' title='o rato'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7435210317800164550</id><published>2012-02-22T15:05:00.000Z</published><updated>2012-02-22T15:05:18.357Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a educação de caim'/><title type='text'>a educação de Caim</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Basel uma alemã fecha a porta que dá para o jardim. Do lado de dentro encontram-se as máquinas de lavar e secar roupa, os produtos de limpeza, um estendal com duas ou três cordas. A casa tem, sem contar com a cave, por onde se acede ao jardim, nem com o piso térreo, que dá para a rua principal, dois andares. O piso superior, umas águas furtadas com vista, foi ocupado por um casal há coisa de cinco anos. São ambos alemães que correspondem à nossa ideia de alemães: altos, loiros e firmes. A empregada doméstica, uma portuguesa recém chegada, está na cozinha a engomar camisas. Não tem pelos patrões qualquer desdém mas antes uma curiosidade juvenil, um desejo de lhes ser igual. Não sofre, como é lógico, de qualquer consciência de classe. Se tivéssemos que eleger o sentimento que por eles ela nutria talvez hesitássemos entre a ambição e o desejo. Mas não se tratava daquele tipo de ambição que leva a doméstica a vestir a roupa da Senhora, mas antes uma ambição de paridade, de futuro comum, familiar. Esta empregada era daquele tipo de mulheres que, sem nunca se revoltar contra a sua condição, sabe bem a que mundo pertence, e espera, com paciência, o dia da&amp;nbsp;ascensão. Dez anos antes esse dia estivera perto, na cidade de Londres, quando a patroa dessa época, uma inglesa cheia de sardas e de filhos, lhe apresentara um amigo professor e mais tarde lhe perguntara: &lt;i&gt;do you fancy him&lt;/i&gt;? Ele gostara dela. E ela, passado uma semana, regressou a Lisboa. A aguardada ascensão, note-se, não era do género social. Aquilo em que acreditava é que, a dado momento, essa diferença se extinguiria. Mesmo que o trabalho se mantivesse, a mudança estaria no olhar, no respeito e na admiração que por ela passariam a ter, os mesmos sentimentos que alimentariam por escritores com quem se relacionassem, ou pintores amigos, ou galeristas, ou actrizes, toda essa gente que pensa e que, por pensar, lhes vê ser dada uma reputação especial. Tratava-se, pois, de uma empregada criativa, agarrada às condições possíveis e disposta a sobreviver a tudo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, era uma mulher só. Não conhecia ninguém, não tinha amigos, não procurava dar-se a conhecer. Para casa, na cidade natal, seguiam todos os meses alguns postais que seriam&amp;nbsp;depois&amp;nbsp;distribuídos pelos destinatários, de forma a pagar-se apenas um envio. Essa comunicação, escassa e controlada, era o que lhe bastava. O tempo livre, usava-o a imaginar o que fariam as pessoas que eram como ela teria gostado de ser. Desde que entrara ao serviço na casa alemã em terras suíças desenvolvera-se nela a crença de que a felicidade, como de resto a infelicidade, eram levadas por um fio condutor, por certo invisível, muito difícil de cortar. Quando pensava no que até então vivera não tinha dúvidas de que o futuro seria pior, isto é, de que a sua ambição, levada pelo tal fio condutor, não teria outra saída que não a de ver-se frustrada. O futuro era, em suma, a repetição. E com isto conviviam outras ideias, facilitadas pelos dias de sol, em jeito de esperança, de aceitação serena, de pachorra divina. A única maneira de enganar o destino, pensava, é se uma pessoa fingir que está a deixar-se ir. Não era, de resto, uma lógica muito diferente daquela que diz que as coisas só acontecem quando menos se esperam, contrariando o pensamento vigente de que é preciso lutar para se chegar onde quer que seja. Ela não lutava, no sentido voraz da palavra, lutava pelo desapego. Era uma estratégia e, até ver, podia ser que resultasse. A verdade é que antes tentara de outras formas, decidindo, empurrando, seleccionando, e que isso, por si só, não tinha trazido a melhor sorte. Sem desejo nada se perde. Sem projectos, nada erra. Uma pessoa deve é confiar na saúde que tem, fazer bom uso do corpo, preparar-se todos os dias para o que não acontece. Só assim se pode cortar o fio e mudar o fado. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7435210317800164550?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7435210317800164550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7435210317800164550&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7435210317800164550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7435210317800164550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/educacao-de-caim.html' title='a educação de Caim'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-4073136286240878850</id><published>2012-02-21T15:22:00.000Z</published><updated>2012-02-21T15:22:23.001Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agatha Christie'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Autobiografia'/><title type='text'>autoblogografia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sei se os livros foram diminuindo&amp;nbsp;em casa da minha avó&amp;nbsp;ou se fui eu que, ao crescer, lhes reconheci novas proporções. Creio que, com o passar dos anos e com as constantes mudanças familiares, a minha avó foi-se vendo livre de alguns desses livros, deixando-me a mim com a mais pesada das vergonhas - como dizer, por exemplo, que perante a expectativa da morte alheia me consolava a ideia de uma biblioteca futura? Que dividissem as jóias, os móveis, as louças, por mim não havia qualquer problema, mas os livros, esses seriam meus, certa que estava do restante desinteresse familiar. As coisas mudaram. Muitos desses livros foram dados, quase de certeza a quem não os lerá, como eu própria não leria, e quanto a mim passei a borrifar-me para o património literário perante a suspeita de uma perda bem maior, a sombra ágil de quem me pôs a ler.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim, gosto de visitar as estantes, de procurar alguma coisa nova que me tenha escapado por distracção, por estar noutra onda, por não ter olhado bem. A minha avó costuma vir atrás de mim. Sei que gosta de me dizer o que anda a ler por estes dias mas parece-me que do que ela mais gosta é de, assim que eu agarro num livro, comentar há quantos anos ela própria o leu, do quanto gostou, e do tão pouco que se lembra da história. Foi sempre assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da última vez acabei por trazer para casa a &lt;i&gt;Autobiografia&lt;/i&gt; da Agatha Christie, livro que me tem aborrecido mas que se vai lendo devagar porque, ao fim e ao cabo, tem sempre qualquer coisa engraçada. Para ser mais precisa, creio que tenho insistido na leitura por causa de uma frase sobre a mãe de Agatha em que eu ia jurar que se estava a falar sobre mim.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E pode ainda não ser óbvio, para quem leu isto em dois minutos, onde quero eu chegar, aliás, creio nem ter dado as pistas certas - mas como, se nem eu própria sei? O que sei é isto: todo este "auto" é deveras cansativo. Imagina-se, por exemplo, a morte de um avô, para que se pressinta, com um prazer inconfessável, o sofrimento que daí virá. Lê-se um livro porque nele vem dito o que sozinhos não pudemos justificar. E escreve-se num blogue para que alguém leia e sinta, lá do outro lado, que isto é sobre "si", que explica, comprova, quase defende, o que esse "si" (tu) tem vindo a intuir. Feitas as contas, parece-me que estamos sempre à procura de qualquer coisa que nos justifique, como se o que somos, sentimos e pensamos não tivesse validade se não fosse também expresso por outra pessoa qualquer. Se for um escritor que admiramos, tanto melhor. Se for uma badameca qualquer atrás de um computador, &lt;i&gt;well&lt;/i&gt;, também serve.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-4073136286240878850?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/4073136286240878850/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=4073136286240878850&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4073136286240878850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4073136286240878850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/autoblogografia.html' title='autoblogografia'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2293612293126257436</id><published>2012-02-18T19:07:00.002Z</published><updated>2012-02-18T19:07:25.862Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>heartbeats</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="445" src="http://www.youtube.com/embed/wcv3v6XfEvM" width="690"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2293612293126257436?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2293612293126257436/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2293612293126257436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2293612293126257436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2293612293126257436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/heartbeats.html' title='heartbeats'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/wcv3v6XfEvM/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7925752872913395050</id><published>2012-02-18T18:57:00.004Z</published><updated>2012-02-18T18:59:55.652Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><title type='text'>gosto (muito) de ti</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RnjiArC9ncg/Tz_0knwaLdI/AAAAAAAAB1M/ShkrnCH225Y/s1600/Gent014.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-RnjiArC9ncg/Tz_0knwaLdI/AAAAAAAAB1M/ShkrnCH225Y/s640/Gent014.jpg" width="690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7925752872913395050?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7925752872913395050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7925752872913395050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7925752872913395050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7925752872913395050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/gosto-muito-de-ti.html' title='gosto (muito) de ti'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RnjiArC9ncg/Tz_0knwaLdI/AAAAAAAAB1M/ShkrnCH225Y/s72-c/Gent014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2143750260856198032</id><published>2012-02-18T18:01:00.002Z</published><updated>2012-02-18T18:05:29.248Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ou é tonto ou é mulher'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vídeo'/><title type='text'>ou é tonto ou é mulher</title><content type='html'>&lt;iframe width="570" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/0Ft4kJmtww0" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/rFT9SGMPVtk" width="570"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/jRvKOn9b294" width="570"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="390" src="http://www.youtube.com/embed/xs8Bh4x2jEE" width="570"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2143750260856198032?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2143750260856198032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2143750260856198032&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2143750260856198032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2143750260856198032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/ou-e-tonto-ou-e-mulher.html' title='ou é tonto ou é mulher'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/0Ft4kJmtww0/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2677613613373426964</id><published>2012-02-09T02:05:00.000Z</published><updated>2012-02-09T02:05:49.657Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Thomas Mann'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Benjamin Moser'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Montanha Mágica'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice Lispector'/><title type='text'>Clarice Lispector morreu hoje</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/files/2010/08/clarice-lispector-620.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="360" src="http://veja.abril.com.br/blog/meus-livros/files/2010/08/clarice-lispector-620.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para que isto fosse uma crítica era preciso que eu aqui juntasse uma ou outra citação (julgo que é assim que os críticos procedem), coisa que não poderei fazer porque, assim que terminei o livro, fui guardá-lo na estante. Arquivá-lo. Enterrá-lo. Livre de enquadramentos, o meu texto rompe as águas. Descanse desde já o chatíssimo leitor: se no fim algum algarismo houvesse, seria apenas o do tempo que o texto, depois de parido, levou até berrar. [Como é que se faz, quando um texto é mudo?] A biografia de Clarice Lispector é uma violência, um atentado. Não sei se aquilo foi concebido para ser lido de uma vez ou se, como a maioria dos livros com mais de setecentas páginas, para ser comprado e arrumado por cima da televisão. Aquilo de que vos posso assegurar é de que é um caminho sem retorno. Clarice Lispector toma conta de tudo e, enquanto a leitura durar, em qualquer situação do quotidiano vai começar a ouvir-se «sabes que a Clarice Lispector disse...?». Não posso ainda dar-vos conta da duração destes efeitos, mas tentarei manter um registo actualizado dos sintomas. Primeiro Clarice esmaga porque é brilhante. Depois, porque é bela. Logo a seguir, porque sofre de uma solidão que apetece salvar. Esmaga porque é infeliz e porque não pode parar. E esmaga porque pensa como só ela pensa e escreve como só ela escreve. Estar aqui a reunir estas breves notas é já uma humilhação - não há nada a dizer, nada. E uma pessoa sente-se ingénua, ao tentar falar sobre isto. Note-se que, da última vez que senti qualquer coisa parecida com isto foi com &lt;i&gt;A Montanha Mágica&lt;/i&gt; e (o Benjamin Moser que me perdoe) estamos a falar de um Thomas Mann. A sensação era qualquer coisa assim: um sufoco, um aperto constante, uma vontade de fechar as portadas, de adormecer. Ora, o que aqui se passa é que na &lt;i&gt;Montanha Mágica&lt;/i&gt; terá eventualmente havido uma coisa chamada génio que soube trabalhar o tempo (de narração, de leitura) com uma mestria para mim inaugural, mas na biografia de Lispector é como se a própria biografada contaminasse o tempo, isto é, é como se, ao invés do autor, fosse o objecto tratado, a personagem, a dominar a obra. [além de chata é maluca, ouvi alguém dizer aí ao fundo]&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bem sei que devia ter sublinhado, tirado notas, que devia guardar o livro num ponto de fácil acesso, fazendo dele uma bíblia circunstancial - sobretudo agora que a A. levou os pauzinhos da fortuna que a mãe lhe trouxe da China. É só que não posso, que não sou capaz, tenho medo. É que, ao longo de três semanas, eu já não era eu. Eu era qualquer coisa em português do Brasil, formada em rede globo, em ambiente outro. É que Clarice tem o poder de nos fazer sentir iguaizinhos a ela. Mas não somos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2677613613373426964?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2677613613373426964/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2677613613373426964&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2677613613373426964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2677613613373426964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/clarice-lispector-morreu-hoje.html' title='Clarice Lispector morreu hoje'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2494628526735341892</id><published>2012-02-09T01:27:00.000Z</published><updated>2012-02-09T01:27:24.529Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisas chatas sem qualquer pertinência'/><title type='text'>consentimento informado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Trata-se do papel que assinas quando, mesmo sabendo que podes morrer, te deixas romper pelo bisturi. Trata-se, simultaneamente, do que fazes quando escreves sobre ti. Da mesma forma que não interessa se aqui se trata de um hospital público ou privado, não importa igualmente se escreves num livro ou num blogue. O que conta, no fundo, é o compromisso entre o que expões e o que esperas. Se no exemplo dado o objectivo está na cura, no que à escrita se refere não é tão simples. Qualquer pessoa habituada a substituir a funda vivência das coisas por um conjunto de linhas saberá que, no fim, nada vai estar melhor. Acontece que, depois de pensar nisto durante um bocado, não consegui perceber quem vê mais: se o médico que tacteia um rim, contornando artérias e sabe-se lá que outras nascentes, ou se o leitor. Não consegui perceber onde é que eu sou mais eu. O corpo tem-me sido a via mais sincera de existir. Pelo prazer ou pela dor, pelo passo marcado, pela respiração mais ou menos controlada, pela pele seca, pela tosse, pela expectoração, pelo hálito, pela coluna dobrada, eu sei o que sou. E isso acalma-me. Trabalho, com algum esforço, o gesto de levar o corpo ao outro, de me dar ao toque, de puxar para mim. Ainda hoje, ao levar a mão a uma testa febril, senti que dobrava um limite, que me estendia. Consinto, porque estou informada, que me vejam do avesso, no medo de tocar. Consinto, porque estou informada, que me vejam despida quando ainda nem comecei a tirar a roupa. Só me interessa o que é íntimo. Só me interessa o que é meu. Tudo é meu. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2494628526735341892?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2494628526735341892/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2494628526735341892&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2494628526735341892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2494628526735341892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/consentimento-informado.html' title='consentimento informado'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-5171639764354104342</id><published>2012-02-09T00:54:00.000Z</published><updated>2012-02-09T00:54:56.886Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='inteiro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='epitáfio'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paciência'/><title type='text'>amanheceu normal, as usual e chegou aqui inteira, como se esperava.</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título deste texto é o epitáfio de alguém que ainda não morreu. Gosto destas frases - servem para um dia mas podiam servir para uma vida inteira. Atente-se na repetição do adjectivo em tão curto espaço de tempo. Fixei-me nesta ideia pelos motivos que levam toda a gente a fixar-se numa ideia qualquer: um amor desgostoso. Quanto a mim, depois da quebra, interessava-me o todo que daí sobrasse. Porque o que é engraçado é que nunca, mas nunca, há menos que isso - qualquer coisa é tudo, é todo. Mesmo a coisa dividida. A pessoa que se julga partida.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título, dizia eu, é o epitáfio de alguém que ainda não morreu e que espera, com paciência, o tempo de morrer. Alguém que se cumpre, movendo-se. Alguém que se faz, fazendo-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-5171639764354104342?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/5171639764354104342/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=5171639764354104342&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/5171639764354104342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/5171639764354104342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/amanheceu-normal-as-usual-e-chegou-aqui.html' title='amanheceu normal, &lt;i&gt;as usual &lt;/i&gt;e chegou aqui inteira, como se esperava.'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2886418409611542196</id><published>2012-02-07T12:53:00.002Z</published><updated>2012-02-07T12:57:51.000Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Nathalie Djurberg'/><title type='text'>o vídeo é tão mais giro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SOMnGFZZxas/TzEeUH4tZCI/AAAAAAAAGaQ/Q_cEA-HO5uw/s1600/NATHALIE+DJURBERG.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-SOMnGFZZxas/TzEeUH4tZCI/AAAAAAAAGaQ/Q_cEA-HO5uw/s400/NATHALIE+DJURBERG.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nathalie Djurberg //&amp;nbsp;"Tiger Licking Girl’s Butt" (2004) //&amp;nbsp;Lust and Vice. The 7 Deadly Sins from Dürer to Nauman, Zentrum Paul Klee, Bern (2010)&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tiger Licking Girl’s Butt" conta a história de uma rapariga que é perseguida por um tigre que não a deixa vestir-se. E é só.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2886418409611542196?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2886418409611542196/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2886418409611542196&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2886418409611542196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2886418409611542196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/o-video-e-tao-mais-giro.html' title='o vídeo é tão mais giro'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SOMnGFZZxas/TzEeUH4tZCI/AAAAAAAAGaQ/Q_cEA-HO5uw/s72-c/NATHALIE+DJURBERG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2391766458289189277</id><published>2012-02-07T10:14:00.001Z</published><updated>2012-02-07T10:18:53.052Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antiblog'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos chatos'/><title type='text'>antiblog, partindo de antipasta</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;fazendo desde já anúncio público a mim própria, mal aberta a pestana, que é preciso virar o rosto para outros ventos. vozes íntimas que me dizeis «sai daí», sabei então que me proponho a sair. sair do que vejo, do que penso, do que sinto, porque o que vejo é quase sempre turvo, o que penso é quase sempre inútil e o que sinto é quase sempre errado. caio no exagero de me livrar de mim. e até nisto eu venho meter-me entre vírgulas, venho insinuar-me no texto que não devia pertencer-me, num estrelato verbal que é sempre mais fogo de artifício que fenómeno natural. criou-se, ao cabo de anos e sarilhos, uma zona de desconforto familiar onde posso mover-me com o mesmo medo mas sem tanto risco. e, no entanto, que assustadiça ela (eu) é (sou). o elogio crónico ajuda-me a adormecer. tese após tese, já não se suporta a estagnação. uma velhice precoce, um desconhecimento batido. e ao mesmo tempo, que porra, tenho o direito de me boicotar. não te queixes depois, dizes dizes dizes. e ao mesmo tempo, que porra, tenho o direito de me dedicar. se eu fosse personagem de um livro seria aquela que se atira ao primeiro capítulo, fulgurante, para fugir à terceira página. se eu fosse o criador do mundo ao sétimo dia teria dado à sola. não há uma necessidade de consolo impossível de satisfazer - é o contrário, um vício de desconsolo. e agora que acordei (sem sentidos profundos, levantei-me da cama, é só isso) tentarei ter um antiblog, um antieu, uma antiescrita, que será sempre, &lt;i&gt;inevitavelmente&lt;/i&gt;, a favor de mim. &lt;b&gt;vou servir-me da mão esquerda.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2391766458289189277?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2391766458289189277/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2391766458289189277&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2391766458289189277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2391766458289189277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/antiblog-partindo-de-antipasta.html' title='antiblog, partindo de antipasta'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-9000075063523646718</id><published>2012-02-04T20:41:00.000Z</published><updated>2012-02-04T20:41:01.285Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>(Won't Somebody) Take Me Out Tonight</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="445" src="http://www.youtube.com/embed/Z-mXDsSQpF4" width="690"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Molly Nilsson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-9000075063523646718?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/9000075063523646718/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=9000075063523646718&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/9000075063523646718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/9000075063523646718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/wont-somebody-take-me-out-tonight.html' title='(Won&apos;t Somebody) Take Me Out Tonight'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/Z-mXDsSQpF4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-1950595910263237453</id><published>2012-02-04T13:41:00.000Z</published><updated>2012-02-04T13:41:51.696Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><title type='text'>fix it</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XvruMehxasc/Ty01ZqSRSaI/AAAAAAAAByY/hsGh-aaD54A/s1600/Gent005.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-XvruMehxasc/Ty01ZqSRSaI/AAAAAAAAByY/hsGh-aaD54A/s640/Gent005.jpg" width="690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-1950595910263237453?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/1950595910263237453/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=1950595910263237453&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1950595910263237453'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1950595910263237453'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/fix-it.html' title='fix it'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-XvruMehxasc/Ty01ZqSRSaI/AAAAAAAAByY/hsGh-aaD54A/s72-c/Gent005.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-3150731287961390113</id><published>2012-02-02T22:59:00.000Z</published><updated>2012-02-02T22:59:43.169Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><title type='text'>still dying</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HQoq5fcDIc8/TysVK4GZDBI/AAAAAAAAByQ/MhDB87R5278/s1600/Gent031.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-HQoq5fcDIc8/TysVK4GZDBI/AAAAAAAAByQ/MhDB87R5278/s640/Gent031.jpg" width="690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-3150731287961390113?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/3150731287961390113/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=3150731287961390113&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3150731287961390113'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3150731287961390113'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/still-dying.html' title='still dying'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HQoq5fcDIc8/TysVK4GZDBI/AAAAAAAAByQ/MhDB87R5278/s72-c/Gent031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-8156917269619999019</id><published>2012-02-02T22:57:00.001Z</published><updated>2012-02-02T22:57:56.634Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>bedroom eyes</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="445" src="http://www.youtube.com/embed/YBSs3-RfLKk" width="690"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Dum Dum Girls&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-8156917269619999019?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/8156917269619999019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=8156917269619999019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/8156917269619999019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/8156917269619999019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/bedroom-eyes.html' title='bedroom eyes'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YBSs3-RfLKk/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-403888055602452080</id><published>2012-02-01T23:53:00.001Z</published><updated>2012-02-01T23:57:11.789Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='culpa'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o começo de um livro é precioso'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicionário infernal'/><title type='text'>a culpa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de arrumar a cozinha, Alba sentou-se à mesa. Com uma mão caída sobre duas tangerinas e outra arrumada no cinzeiro, imaginou o nascimento do seu segundo filho. Ah, dessa vez tudo daria certo: gravidez feliz, mão de homem na barriga, segredos ao umbigo, coisas de rir. E então, a meio da noite, aos primeiros sinais de parto, ela diria: vem. Diria: meu amor. Depois de horas de contracções, Alba, mão de homem na barriga, teria nos braços o que não tem nome, o que não se pode dizer e, pela primeira vez na vida, não estaria a sós. Imagine-se, dois seres humanos que amam, no mesmo momento, uma só criatura, um bicho fermentado na cave de uma barriga, peixe Meroveu de partilhada pertença. Nem Deus sabia o que isso era porque não tinha mulher que com ele amasse Adão. Se a Humanidade era assim – disfuncional, problemática, indecisa – não restavam dúvidas que era consequência de ser filha de pai solteiro. Mas agora Alba ia mostrar a Deus como se faz para criar um filho, e isso tinha de ser a dois. Mas afinal o que é que eu estou a dizer?, pensou, admoestada pelo primeiro sinal de culpa. Que filho é este que eu desejo, que mão na barriga, que? Não, ela não teria filho nenhum, nunca mais Meroveu, Clódio, banhos de mar. Se agora fosse feliz, se agora tudo acontecesse como imaginara, como olhar para o filho único com que não soubera preencher-se? Faria como Deus, dando a uns o que não tinha podido dar a outros? Mas eu não sou Ele, pensou, eu não tenho o perdão dos homens, não tenho a sua compreensão infinita, serei sempre a culpada, a que podia ter feito de outra maneira. Mas como desculpar-me se o que não fiz não tem desculpa? Pensando bem, Alba já não sabia se queria o filho ou uma chance de se redimir. Porque ela sabia onde tinha errado o ponto e, sem saber como apanhar as malhas, só restava fazer de novo. Mas criar bem um filho salva o outro? E o primeiro, com que rancor me olharia nessa felicidade inaugural, nesse amor enfim duplicado? Lembrou-se do dia em que o filho nascera. Sozinha na maternidade, nem por um momento se sentira só. Quando lho arrancaram do corpo foi invadida por aquilo que não se diz e dessa água morna nenhuma pergunta se deu à luz. O filho era uma afirmação a que o corpo respondia sem palavras. Para alguma coisa serviam as hormonas, o instinto, a biologia. O filho criava-se num rebolar de fraldas, banhos mornos, sopas várias e Alba aprendia a mover-se num papel que não tivera tempo de estudar, num palco sem plateia e, pior, sem contracena. Não, Deus, não é assim que se faz. Para ter mãe, um filho precisa de pai. Talvez eu quisesse criar um pai, não um filho, pensou, para que eu fosse deusa. Na minha barriga cresceriam juntos pai e filho e eu seria, por fim, a mãe de todos e filha única. Juntos, os três, na santíssima perfeição, corrigiríamos o mundo. Em nós, seriam mais vivos o amor, a bondade, a alegria. Não estaríamos presos à terra mas sim agarrados a ela, como em tempos à placenta, todos nós o extenso cordão da eternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas esse filho já existia: havia as fotografias da praia, a graça dos primeiros passos, toda uma alegria documentada – como uma espécie de ”certificado de passado feliz”. Talvez não tivesse sido assim tão mau. Talvez até tivesse sido bom. Que mania, essa que Deus tem, de projectar as suas dores nos outros. O filho existia, dormia há duas horas, e o seu dedo não fora ainda levantado. Se culpa houvesse, ele ainda não sabia. Talvez Alba estivesse a tempo de não querer ser mais do que aquilo que já era. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa noite, não foi vê-lo antes de ir para o quarto. Ficou na cozinha até tarde, fumou mais do que três cigarros, continuou a acariciar as tangerinas.  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-403888055602452080?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/403888055602452080/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=403888055602452080&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/403888055602452080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/403888055602452080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/02/culpa.html' title='a culpa'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7767375599992192378</id><published>2012-01-31T23:25:00.004Z</published><updated>2012-01-31T23:30:26.062Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Gonçalo M. Tavares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos chatos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice Lispector'/><title type='text'>a moral certa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1951, numa publicação intitulada &lt;i&gt;Comício&lt;/i&gt;, Teresa Quadros dispensava conselhos «sobre como adaptar o perfume que usamos a diferentes ocasiões» ou «usar jóias com uma certa classe» ou ainda «para ajudar as mulheres a acalmarem-se». Mais de cinquenta anos depois, Gonçalo M. Tavares escreveu as &lt;i&gt;Breves Notas Sobre o Medo&lt;/i&gt;, um pequeno livro onde se inclui um texto chamado «A moral certa», que parece piscar o olho a um certo Proust (citado em Príncipes Reais). A ideia: a de que nos juntaremos sempre a quem tenha o “mesmo grau de confusão”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se numa mão temos uma autora feminina (não confundir com feminista) entregue ao supostamente fútil, na outra temos um autor (não confundir com deus) entregue ao pensamento. Não é, no entanto, de nenhum deles que vou falar – e o que quero dizer, hoje, é mais ou menos breve.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconfiando desde há uns meses que toda a gente (toda, mesmo) é igual, descobri finalmente a importância do &lt;i&gt;meio&lt;/i&gt;. Quero dizer: tenho um amigo que é um leitor ávido, um homem curioso, de boa memória, sempre com uma resposta tão inteligente quanto bem humorada na ponta da língua. Para além disto, tem bom ar e juventude que chegue para uma vida generosa. Quando nos sentamos para falar é evidente que a coisa vai demorar: se ele acabou com a namorada ou se eu tenho problemas no emprego, é certo que vamos gastar horas na centrifugação de tudo quanto pode ser pensado sobre um único tema. Se por acaso tivéssemos mais do que um problema num dado momento creio que seria preciso uma semana para que tudo ficasse dito. Se o tema for a namorada vamos falar de clássicos russos, de filósofos alemães, de poetas portugueses, de deus e do diabo. Quando o tema for o meu emprego falaremos das rabidantes cabo-verdianas, do sol na Índia, de contos zen, da imaginação que deverá sempre ser maior que o entendimento. No fim, animados mas sem ter dito tudo quanto poderia ter sido dito, teremos que continuar vivos – e sem soluções.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Simultaneamente, há um mundo paralelo onde as coisas acontecem, exactamente da mesma maneira, sem tanto uso de palavras. Um mundo onde as namoradas acabam com os namorados, onde os empregos são miseráveis, onde Kafka soa a marca de tabaco, onde na música o horizonte é a RFM, onde artes plásticas são «isso até eu podia fazer, fôda-se», onde as coisas se arrumam dizendo que ela é uma cabra, que uma andorinha não faz a primavera, que a vida continua, que vai ali uma gaja boa, que hás-de arranjar trabalho, e que fizeste&lt;i&gt;s&lt;/i&gt;&amp;nbsp;[sic] o teu melhor, deste&lt;i&gt;s &lt;/i&gt;[sic!] tudo o que podias, e isto é tudo por causa da inveja que os outros têm de ti.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E aquilo que para mim se vai tornando evidente é que este exercício de pensar, se for separado da experiência de viver, é irmão gémeo do exercício de não pensar que, de resto, nem sequer existe – porque, quer queiramos quer não, toda a gente pensa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No mundinho superficial de Teresa Quadros podia não estar presente o génio de um M. Tavares mas dele nunca se ausentou o coração selvagem. O&lt;i&gt; meio&lt;/i&gt;, que nos quer obrigar a ser mais espertos do que a vida, contornando-a pela via da tese, não nos faz ascender ao céu. Teresa, como toda a gente sabe, era pseudónimo de Clarice Lispector.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7767375599992192378?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7767375599992192378/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7767375599992192378&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7767375599992192378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7767375599992192378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/moral-certa.html' title='a moral certa'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-1625525494935083524</id><published>2012-01-31T21:34:00.000Z</published><updated>2012-01-31T21:34:27.226Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>Never come around</title><content type='html'>&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="445" src="http://www.youtube.com/embed/AKwZSoIrAnY" width="690"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;La Sera&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-1625525494935083524?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/1625525494935083524/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=1625525494935083524&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1625525494935083524'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1625525494935083524'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/never-come-around.html' title='Never come around'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/AKwZSoIrAnY/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7259180116408583281</id><published>2012-01-30T22:01:00.003Z</published><updated>2012-01-30T22:05:09.137Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotografia'/><title type='text'>não percas a tua cidade estrangeira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EACtzhBgrgo/TycTIR7AVaI/AAAAAAAABv8/kyLF7xh6D74/s1600/Gent037.jpg" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-EACtzhBgrgo/TycTIR7AVaI/AAAAAAAABv8/kyLF7xh6D74/s640/Gent037.jpg" width="690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7259180116408583281?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7259180116408583281/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7259180116408583281&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7259180116408583281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7259180116408583281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/nao-percas-tua-cidade-estrangeira.html' title='não percas a tua cidade estrangeira'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-EACtzhBgrgo/TycTIR7AVaI/AAAAAAAABv8/kyLF7xh6D74/s72-c/Gent037.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-6109434698820981538</id><published>2012-01-30T21:49:00.002Z</published><updated>2012-01-30T22:05:24.113Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a room of one&apos;s own'/><title type='text'>a room of one's own #2</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dpYHaCa1Xpw/TycQLbtwI4I/AAAAAAAABv0/kmfSdNIkzrg/s1600/quarto0.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-dpYHaCa1Xpw/TycQLbtwI4I/AAAAAAAABv0/kmfSdNIkzrg/s640/quarto0.jpg" width="690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-6109434698820981538?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/6109434698820981538/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=6109434698820981538&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/6109434698820981538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/6109434698820981538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/room-of-ones-own-2.html' title='a room of one&apos;s own #2'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dpYHaCa1Xpw/TycQLbtwI4I/AAAAAAAABv0/kmfSdNIkzrg/s72-c/quarto0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7007370830336554291</id><published>2012-01-29T10:27:00.000Z</published><updated>2012-01-29T10:27:17.417Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reconciliação'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicionário infernal'/><title type='text'>Dicionário Infernal: reconciliação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O grande problema de uma reconciliação é que ela contempla mais um processo com o &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt;&amp;nbsp;do que com o &lt;i&gt;eu&lt;/i&gt;. Uma reconciliação assenta, à partida, numa ruptura, num afastamento, e materializa-se numa aproximação, num encontro. Este mover, em que A se dirige a B e B se dirige a A, deveria ter lugar - num plano equilibrado - a meio caminho de ambos, isto é, num lugar intermédio e &lt;i&gt;novo&lt;/i&gt;. Quando duas pessoas se reconciliam descobrem, por exemplo, ter aceite o que as afastou, tê-lo ultrapassado. Acontece que, a meu ver, ao contrário do que possamos sentir a um primeiro nível, é mais fácil aceitar o que no outro pode ter sido um problema do que o que em nós próprios poderá continuar a ser. Porque embora a reconciliação ande a par com uma espécie de regeneração, a pessoa que é não poderá esquecer a pessoa que foi e dificilmente deixará de ver no outro essa prova inequívoca de já ter sido o que hoje tenta não ser. É um problema de imagem. Em qualquer relação há um jogo de imagem, de projecção, que serve, de um modo geral, para garantir uma réstia de verticalidade. Numa relação que tenha sofrido uma ruptura terá havido um ou mais momentos em que essa imagem - que queremos sempre cool - tenha sofrido um abalo sério. Exemplo soft: rapariga a chorar no chão de uma casa de banho vermelha. Esta imagem, ainda que levezinha (a maioria de nós já esteve em piores preparos à frente de alguma pessoa), deveria, aquando da tal reconciliação, eclipsar-se para todo o sempre, entrar no baú, pertencer ao mais longínquo dos passados. Infelizmente, não é isso que acontece. É que ao mínimo risco, já no presente, a rapariga vai lembrar-se que a pessoa que agora a fita, sabe que aquilo, &lt;i&gt;aquilo&lt;/i&gt;, já aconteceu. A pessoa que agora a fita, que não é uma pessoa nova fascinada com o desconhecido, sabe o que pode acontecer quando as coisas descambam. Nesse momento, tamanha a frustração, ela poderá desejar pura e simplesmente uma pessoa nova, uma pessoa que não a conheça, que não tenha sobre ela expectativas, que não carregue no olhar a marca de um passado comum - de um medo comum. Nesse momento ela quererá dizer: não esperes que eu sofra o mesmo, não esperas que o faça da mesma maneira, não esperes que te queira fazer mal, não esperes que me repita. Nesse momento ela pensará: como é que alguém pode mudar de frente para um espelho vivo, um espelho que reflecte não o que eu quero, mas o que eu não pude evitar e que, aparentemente, se pode dizer que sou? Ou, para sermos absolutamente francos: como é que ele ainda me ama, depois de...?&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o ponto fulcral da reconciliação. Eu olho para ti sabendo que tu há muito deixaste de ver aquilo que eu tão bem sei mostrar aos outros. Olho-te e sei que perante ti já não será suficiente falar um pouco sobre livros, mostrar-te as minhas ideias bem vincadas, o meu entusiasmo pela vida, a minha pica para escrever. Olho-te e no teu olhar há um prenúncio do que em mim é pouco, ou mau, ou chato. Perdi a capacidade de fazer de ti um espelho feliz para a minha auto-estima miserável. Já não disponho de qualquer ficção para seduzir-te e, sejamos outra vez honestos, sou bastante céptica quanto ao poder de sedução &lt;i&gt;das minhas verdades&lt;/i&gt;. É que uma reconciliação "eleva" quem a ela se propõe mas "rebaixa" quem dela não consegue sair. Relação nenhuma pode viver debaixo do jugo da reconciliação - apenas porque numa reconciliação as pessoas procuram provar alguma coisa: e isto não é vida para ninguém.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero dizer, desculpar o outro é possível porque, felizmente, somos capazes de uma compreensão que nos supera. A grande, grande, dificuldade é desculpar, aceitando e seguindo em frente, aquilo em que estivemos mal. É acreditar &lt;i&gt;mesmo&lt;/i&gt;&amp;nbsp;que isso não tem poder de síntese, não nos toma por inteiro. É saber, do fundo de não sei onde, que já passou. E, posto isto, cagar para a reconciliação e viver, de uma vez por todas, &lt;i&gt;aqui e agora &lt;/i&gt;&amp;nbsp;no lugar novo de quem se quer melhor.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7007370830336554291?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7007370830336554291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7007370830336554291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7007370830336554291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7007370830336554291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/dicionario-infernal-reconciliacao.html' title='Dicionário Infernal: reconciliação'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-6702761384644306968</id><published>2012-01-28T19:27:00.001Z</published><updated>2012-01-30T22:06:06.590Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='música'/><title type='text'>You and I</title><content type='html'>&lt;iframe allowfullscreen="" frameborder="0" height="585" src="http://www.youtube.com/embed/KoN2IvLlK8w" width="690"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;Washed Out&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;All in all, you need to learn to let it go.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For all you know. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;You keep yourself from rising tone, no future holds. &lt;br /&gt;Slowly look up, you're looking hard to find love. &lt;br /&gt;Low key, fatal tune. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-6702761384644306968?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/6702761384644306968/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=6702761384644306968&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/6702761384644306968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/6702761384644306968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/you-and-i.html' title='You and I'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/KoN2IvLlK8w/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-3346925403913164383</id><published>2012-01-27T00:27:00.001Z</published><updated>2012-01-27T00:29:54.084Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos chatos'/><title type='text'>Era preciso que aprendesse a calar-me, claro, mas até onde?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca acreditei que, por ser repetida muitas vezes, uma mentira pudesse tornar-se verdade.&amp;nbsp;O silêncio era um estado preparatório, um exercício. &amp;nbsp;Por si só, não seria a solução. A grande oferenda do silêncio é o tempo. E o que o tempo tem de melhor é a possibilidade. Já a palavra, determina, decide, define. Mesmo que não esclareça, a palavra empurra. Por alguma razão, quando as coisas se complicam, alguém dirá: &lt;i&gt;temos que falar&lt;/i&gt;. Uma só palavra e eu serei salvo, eis o pressuposto da intimação. A palavra enquanto oportunidade - às vezes última - ou como encerramento.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante &lt;a href="http://www.zedosbois.org/events/rec-brutus-pao-c-hernani-faustino-e-filipe-felizardo/"&gt;todo o concerto&lt;/a&gt; vieram-me à cabeça as frases silenciadas nesse exercício de reserva. Não sei, porque só estou a pensar nisto agora, se esse texto me tem acompanhado sem que eu dê por ele ou se simplesmente se esgueirou, à minha revelia, por pura distracção. Uns anos mais cedo e, fingindo procurar compreensão, ter-me-ia despenhado sobre o telefone. Em vez disso, levantei-me e saí. Na rua tudo pareceu ficar normal. As inglesas que pediam indicações (are you portuguese? nice glasses), aquela mulher gordíssima sempre sentada em frente ao banco, a calçada de invariável inclinação. O mesmo se passou com o caminho até casa, são bento, tudo no seu lugar sem voz, o meu olhar.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Continuo calada. Tenho a certeza que dentro em breve estarei a dormir e que amanhã, quando acordar, estarei leve e bem disposta, a milhas do que hoje me ocorreu. Estarei sobretudo aliviada por não ter dito o que não sei dizer, esse texto chato, débil, que mais não serve do que para desmanchar esta gaja tão fixe que mostro aqui.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-3346925403913164383?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/3346925403913164383/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=3346925403913164383&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3346925403913164383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3346925403913164383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/era-preciso-que-aprendesse-calar-me.html' title='Era preciso que aprendesse a calar-me, claro, mas até onde?'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-4903367385267531035</id><published>2012-01-25T18:39:00.001Z</published><updated>2012-01-25T18:39:38.323Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dicionário infernal'/><title type='text'>Dicionário Infernal: fidelidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uns tempos valentes que penso nesta palavra medonha, que não ouso repetir, de tanto que me cheira a seguradora, negócio pouco sério e de menor interesse. Suponho que &lt;i&gt;fidelidade&lt;/i&gt; seja uma daquelas palavras pertencentes ao campo semântico de outras tão perigosas como &lt;i&gt;verdade&lt;/i&gt;&amp;nbsp;e que nos habituámos a usar com menos critério do que aquele de que dispomos para a escolha de uns collants. Eu, pelo menos, passei metade da vida com a verdade na boca, onde agora bato, a fim de evitar a blasfémia.&amp;nbsp;De que falamos quando falamos de fidelidade? Não sei. E este é o primeiro problema. É que ninguém sabe. Como na minha última separação tive que deixar a enciclopédia para trás fui ao &lt;a href="http://www.priberam.pt/dlpo/default.aspx?pal=fidelidade"&gt;Priberam&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e voltei de lá na mesma (à excepção de ter passado a conhecer a palavra do dia, que é nivoso). Posto isso, faço o que sempre fiz: misturo alguma experiência, onde se incluem as experiências alheias de que me sirvo sistematicamente, junto-lhe senso comum, uma pitada de literatura, cinema q.b. e escrevo um texto, que não mudará nada, não esclarecerá ninguém, mas que me entretém na hora melancólica em que o sol se pira. É, para mim, uma questão de organização. Adiante.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não vou gastar muito tempo a falar de fidelidade partidária, futebolística, filosófica &amp;amp;etc. Prefiro falar da outra fidelidade, a que se espera do borracho com quem se partilha, vá, a vida (nem acredito que escrevi &lt;i&gt;mesmo&lt;/i&gt; borracho). E, sim, isto vale ao contrário, para a fofinha dos olhos de não sei quem, que para mim é palavra ruim e sem identidade de género ponto final. Que canseira, tanta prosa vaga, hoje estou girly-mete-nojo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando se espera fidelidade espera ser-se para outro tudo. É este o principal problema. A ideia de fidelidade não admite que haja, para aqueles de quem gostamos, alguém que nos ponha em causa. Porque é isto que os outros dos outros, quando somos pequeninos, representam: um lugar a menos. A fidelidade não questiona afectos mas sim posições. É frequente, no so-called "mundo do trabalho" ouvir-se dizer que ninguém é insubstituível, outra das piores coisas que podem ser ditas e que origina regressos karmicos ad eternum. Na verdade (bati na boca) ninguém é substituível. Na verdade (outra vez), substitui-se o cargo - a recepcionista, a secretária, o namorado - mas nunca se substituirá a pessoa que o ocupava. Acontece o mesmo nas várias relações em que estamos metidos num dado momento, que se complementam mas que não competem entre si, ou mesmo que compitam, em momento algum põem em causa o valor de cada indivíduo que as compõe. O grande problema deste tema é que tudo isto é compreensível desde que não sejamos nós a vivê-lo. É que, falo por mim, nem sempre o coração anda ao ritmo do entendimento e, nessa falta de &lt;i&gt;timing&lt;/i&gt;, abrem-se as portas do inferno.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;À medida que escrevo vão-me ocorrendo exemplos que podem destruir o que agora digo. Começa por ser um problema básico, o que aqui se me coloca: é que nem toda a gente se passeia pela vida com coluna vertebral e, no mundo dos invertebrados, não há palavra que redima. E aqui de novo outra armadilha como se, por pensar, por ser-se portador de uma espécie de coração pensante, se criasse uma excepção. Acontece que dei por mim a sentir que isto de lermos livros, vermos filmes, tentarmos captar qualquer coisa do mundo, traz consequências brutais aos nossos dias, é como se, abrindo-se um horizonte maior, se gerasse uma responsabilidade maior.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que quero dizer, e agora é o momento do derradeiro esforço de síntese, é que num mundo onde não existisse a palavra fidelidade também não existiria a palavra traição. Num mundo onde não se esperasse ser tudo talvez se pudesse ser alguma coisa. Porque ser alguma coisa, digo eu, é óptimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-4903367385267531035?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/4903367385267531035/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=4903367385267531035&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4903367385267531035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4903367385267531035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/dicionario-infernal-fidelidade-e-seus.html' title='Dicionário Infernal: fidelidade'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-3399798657096747050</id><published>2012-01-25T18:32:00.000Z</published><updated>2012-01-25T18:32:50.520Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='à procura de encontrar'/><title type='text'>à procura de encontrar #1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zqECmCMElmA/TyBKooSUagI/AAAAAAAABvY/rSw1G_6LKiw/s1600/gent014.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="640" src="http://1.bp.blogspot.com/-zqECmCMElmA/TyBKooSUagI/AAAAAAAABvY/rSw1G_6LKiw/s640/gent014.jpg" width="412" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-3399798657096747050?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/3399798657096747050/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=3399798657096747050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3399798657096747050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3399798657096747050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/procura-de-encontrar-1.html' title='à procura de encontrar #1'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zqECmCMElmA/TyBKooSUagI/AAAAAAAABvY/rSw1G_6LKiw/s72-c/gent014.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-7273099282963942152</id><published>2012-01-24T17:22:00.000Z</published><updated>2012-01-24T17:22:31.901Z</updated><title type='text'>perguntas: 'quanto tempo vai durar?'</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4QdDFKVX2V4/Tx7oAtCU-UI/AAAAAAAABuI/polwQM8kyXE/s1600/casal" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-4QdDFKVX2V4/Tx7oAtCU-UI/AAAAAAAABuI/polwQM8kyXE/s640/casal" width="680" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,Helvetica,sans-serif;"&gt;respondo: 'o tempo que tiver que durar.'&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-7273099282963942152?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/7273099282963942152/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=7273099282963942152&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7273099282963942152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/7273099282963942152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/perguntas-quanto-tempo-vai-durar.html' title='perguntas: &apos;quanto tempo vai durar?&apos;'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4QdDFKVX2V4/Tx7oAtCU-UI/AAAAAAAABuI/polwQM8kyXE/s72-c/casal' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-1275117573437242257</id><published>2012-01-24T12:31:00.000Z</published><updated>2012-01-24T12:31:55.213Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='manifestos chatos'/><title type='text'>engenheiros do tempo perdido</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cara ________,&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Venho por este meio informá-la de que não continuarei a trabalhar na ________. Agradeço a oportunidade que me deu mas não considero ter o perfil indicado para a função. Ao longo destas três semanas tentei pôr-me ao corrente do trabalho e aprender, com a maior brevidade possível, aquilo que viriam a ser as minhas funções, mas revelou-se, afinal, tarefa ingrata. Não tendo formação na área, e tendo dito em entrevista tudo em quanto trabalhei, pensei que fosse claro que o meu conhecimento acerca de tudo quanto diz respeito a iluminação fosse o mesmo que zero. No entanto, estaria disponível para aprender, caso houvesse tempo para ser ensinada. Na ________ defrontei-me com um ritmo de trabalho intenso e a pessoa que poderia dar-me formação decidiu, em vez disso, levar uma estratégia de intimidação permanente, ofendendo-me e desrespeitando o meu trabalho sistematicamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sendo eu perfeita, admito que haja várias coisas que devo aprender, para uma vida profissional bem sucedida. Por outro lado, não creio que empresa nenhuma possa pretender formar os seus colaboradores fazendo com que estes se sintam constantemente humilhados. Não me parece justo que se exija autonomia a um funcionário que não só está agora a conhecer a empresa como ainda deixou claro, antes de ser contratado, estar absolutamente por fora do negócio. Também não me parece que sirva de incentivo ter que ouvir comentários jocosos por demorar tempo a fazer um orçamento ou por não perceber coisas à primeira ou por cometer erros ou por querer ser paga pelos vinte e cinco minutos que fiquei a mais ao final de oito horas de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho experiência profissional suficiente para distinguir um sítio onde a chefia sabe formar para depois exigir, de um sítio onde a exigência precede a formação e se transforma em exibição de poder. Pude perceber também que esta exibição de poder da parte de uma chefia mais jovem poderá prender-se a uma certa insegurança: uma necessidade de mostrar quem manda que é incompatível com a importância de mostrar quem sabe. O respeito, poderá um dia a _______ perceber, não virá nunca da posição que ocupa, mas do exemplo que dá, pelo seu conhecimento e profissionalismo bem como pela sua atitude para com os outros. O respeito que tinha à partida por ela não esteve nunca ao nível do desrespeito que ela teve sempre por mim. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Considero ser inteligente que chegue para, depois de uma fase de adaptação, poder orçamentar candeeiros e lâmpadas. Talvez a vida me tenha ensinado outras coisas: a trabalhar com carrinhos de bebé em lojas de puericultura, a conhecer citómetros de fluxo, anticorpos monoclonais, células epiteliais de ratinho, literatura, edição, cinema, culinária, filosofia, inglês, francês, alemão. Até hoje o que não tinha aprendido era a lidar com o espanto que alguém sente por eu não me lembrar de certa lâmpada vista num catálogo dias antes, no meio de não sei quantas dezenas de outras lâmpadas, todas novas no meu vocabulário. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lamento não ter estado à altura das vossas expectativas, passarei na loja a entregar a chave e o recibo verde assim que me indicarem o valor com que o devo preencher, bem como o contribuinte fiscal da empresa.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Despeço-me o mais cordialmente possível, &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-1275117573437242257?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/1275117573437242257/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=1275117573437242257&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1275117573437242257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1275117573437242257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/engenheiros-do-tempo-perdido.html' title='engenheiros do tempo perdido'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-5942764374387143037</id><published>2012-01-23T20:19:00.000Z</published><updated>2012-01-23T20:19:02.317Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filmes'/><title type='text'>telefona se precisares de mim (e diz macarroni)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ZWRL-fiS4V4/Tx3AVQElEhI/AAAAAAAAGaI/HFgX6tnTq2s/s1600/me+and+you.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="462" src="http://4.bp.blogspot.com/-ZWRL-fiS4V4/Tx3AVQElEhI/AAAAAAAAGaI/HFgX6tnTq2s/s640/me+and+you.jpg" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;me and you and everyone we know&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-5942764374387143037?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/5942764374387143037/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=5942764374387143037&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/5942764374387143037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/5942764374387143037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/telefona-se-precisares-de-mim-e-diz.html' title='telefona se precisares de mim (e diz macarroni)'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-ZWRL-fiS4V4/Tx3AVQElEhI/AAAAAAAAGaI/HFgX6tnTq2s/s72-c/me+and+you.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-4452336787099986561</id><published>2012-01-23T20:17:00.000Z</published><updated>2012-01-23T20:17:42.256Z</updated><title type='text'>am I pretty?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Dcdti8qjqGw/Tx3AGMhIsNI/AAAAAAAABuA/YENdNg0k0tU/s1600/espelho+2a.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-Dcdti8qjqGw/Tx3AGMhIsNI/AAAAAAAABuA/YENdNg0k0tU/s640/espelho+2a.jpg" width="680" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-4452336787099986561?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/4452336787099986561/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=4452336787099986561&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4452336787099986561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4452336787099986561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/am-i-pretty.html' title='am I pretty?'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Dcdti8qjqGw/Tx3AGMhIsNI/AAAAAAAABuA/YENdNg0k0tU/s72-c/espelho+2a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-1723810037568963626</id><published>2012-01-23T19:55:00.000Z</published><updated>2012-01-23T19:55:23.121Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Clarice Lispector'/><title type='text'>atributos extraordinários</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passei todo o dia a pensar na Clarice Lispector. Não é verdade: pensava nela só nos intervalos de pensar que tenho de mudar de emprego com urgência e, como este pensamento me ocupou bastante, devo dizer que só pensei na Clarice Lispector à hora de almoço. Quando se fala de Lispector fala-se sempre de uma mulher bonita. Sempre. Não me lembro de um único texto sobre a escritora em que a mulher não venha descrita pela sua beleza felina, pelo olhar fortíssimo, pela figura invulgar. É algo curioso, e de certo virá dizer alguma coisa daquilo que pensamos das escritoras: por exemplo, que são feias. Não vejo outra razão para tanto espanto, e tanto alarde, à volta da cara de alguém que escreve. Ora, o que aqui nos pode apoquentar é o seguinte: quando escrevermos um livro, dirão o mesmo de nós? Porque é chato, é de facto muito chato, que uma mulher prodígio consiga juntar uma obra genial à melhor das aparências físicas. E nós, que tentamos, vá, ser engraçadas, devíamos pelo menos ter o direito de ser belíssimas. Mas até nisto Clarice tinha razão: não há ordem, não há sentido, não há salvação. É injusto, o mundo, mas ela era mesmo a maior.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-1723810037568963626?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/1723810037568963626/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=1723810037568963626&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1723810037568963626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/1723810037568963626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/atributos-extraordinarios.html' title='atributos extraordinários'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-4868837404244768057</id><published>2012-01-23T00:43:00.002Z</published><updated>2012-01-23T00:43:53.797Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o começo de um livro é precioso'/><title type='text'>para um estudo do silêncio acompanhado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas não é só isto que não quero dizer. Tudo o que não quero dizer, não digo. Porque falar não resolve, não apaga, não reescreve. Falar não recupera a infância, não salva casamentos, não ressuscita mortos, não devolve vidas. Se há alívio na fala? Tanto. Tudo o que brota é feliz, ainda que por pouco tempo. E morre. É esse o problema da fala, ela promete tanto quanto falta. Quem vive pela voz vive pelo &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; – porque todo o falante depende do ouvinte. E então eu calo-me. Não me dou a ler. Não quero explicar-me, fazer-me entender, comunicar-me. Envaideci. Que &lt;i&gt;outro&lt;/i&gt; me devolve quem sou, na resposta ao que lhe digo? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-4868837404244768057?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/4868837404244768057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=4868837404244768057&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4868837404244768057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4868837404244768057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/para-um-estudo-do-silencio-acompanhado_4620.html' title='para um estudo do silêncio acompanhado'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-4169268558136500914</id><published>2012-01-23T00:42:00.000Z</published><updated>2012-01-23T00:42:36.759Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o começo de um livro é precioso'/><title type='text'>para um estudo do silêncio acompanhado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A paixão é quase sempre uma precipitação, promovida pela língua. Mesmo que surja de um olhar, a paixão consome-se e consuma-se no vocabular. Só o corpo escolhe cego o que a língua elimina. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-4169268558136500914?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/4169268558136500914/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=4169268558136500914&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4169268558136500914'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/4169268558136500914'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/para-um-estudo-do-silencio-acompanhado_23.html' title='para um estudo do silêncio acompanhado'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-9109602169871983288</id><published>2012-01-23T00:24:00.000Z</published><updated>2012-01-23T00:24:16.386Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fotonovelas'/><title type='text'>ensaio em fotonovela</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ol1B7ZSPb4I/Txym47a8jEI/AAAAAAAAGZQ/-1oh8mABYVg/s1600/fotograma+1.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="412" src="http://1.bp.blogspot.com/-ol1B7ZSPb4I/Txym47a8jEI/AAAAAAAAGZQ/-1oh8mABYVg/s640/fotograma+1.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-M7uUumz2ukU/Txym6FPmeiI/AAAAAAAAGZY/pxUxkCkU86I/s1600/fotograma+2.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="412" src="http://2.bp.blogspot.com/-M7uUumz2ukU/Txym6FPmeiI/AAAAAAAAGZY/pxUxkCkU86I/s640/fotograma+2.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-nocP_DvAOP4/Txym7aOK1II/AAAAAAAAGZg/yIGzWuVBN4E/s1600/fotograma+3.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="412" src="http://3.bp.blogspot.com/-nocP_DvAOP4/Txym7aOK1II/AAAAAAAAGZg/yIGzWuVBN4E/s640/fotograma+3.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-sfONwV79cTw/Txym8pRitgI/AAAAAAAAGZo/dDwEdYytJB8/s1600/fotograma+4.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="466" src="http://1.bp.blogspot.com/-sfONwV79cTw/Txym8pRitgI/AAAAAAAAGZo/dDwEdYytJB8/s640/fotograma+4.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qrYLJ4kzF48/Txym-AQRaGI/AAAAAAAAGZw/FcEdZOq73H8/s1600/fotograma+5.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="413" src="http://4.bp.blogspot.com/-qrYLJ4kzF48/Txym-AQRaGI/AAAAAAAAGZw/FcEdZOq73H8/s640/fotograma+5.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7b-1q5zXRRM/Txym_RI7ihI/AAAAAAAAGZ4/XSMvDgUkfWQ/s1600/fotograma+6.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="412" src="http://4.bp.blogspot.com/-7b-1q5zXRRM/Txym_RI7ihI/AAAAAAAAGZ4/XSMvDgUkfWQ/s640/fotograma+6.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-sJXQRvGSK-Q/TxynAfvhmdI/AAAAAAAAGaA/ec5oxOi7KFA/s1600/fotograma+7.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="412" src="http://3.bp.blogspot.com/-sJXQRvGSK-Q/TxynAfvhmdI/AAAAAAAAGaA/ec5oxOi7KFA/s640/fotograma+7.gif" width="640" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este pequeno trabalho é um ensaio duplo: pretendia ver como funcionariam os meus textos em contacto com as fotografias da Sofia e, ao mesmo tempo, vencer barreiras tecnológicas (isto é, dificuldades técnicas). Não fui bem sucedida, em qualquer dos casos, mas achei publicável, em jeito de episódio-piloto.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário do que aqui acontece, em que me limitei a colar texto velho a foto usada, passaremos a criar em conjunto, partindo de uma ideia comum. Como detesto escrever para fotografias e não procuro fotografias que ilustrem o texto, a ideia é apenas trabalhar um tema comum usando meios diferentes. Blablabla.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-9109602169871983288?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/9109602169871983288/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=9109602169871983288&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/9109602169871983288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/9109602169871983288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/ensaio-em-fotonovela.html' title='ensaio em fotonovela'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ol1B7ZSPb4I/Txym47a8jEI/AAAAAAAAGZQ/-1oh8mABYVg/s72-c/fotograma+1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-8145744008160718714</id><published>2012-01-22T21:07:00.002Z</published><updated>2012-01-22T21:07:15.807Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o começo de um livro é precioso'/><title type='text'>para um estudo do silêncio acompanhado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi a não dizer – falta-me aprender a não pensar. Para deixar de pensar preciso de pensar tanto que não sobre nada, boicotar o esquema por dentro, infiltrando-me no pensamento, que hei-de armadilhar e fazer explodir. A seu tempo. Sabemos hoje, porque o lemos em livros, que faz parte do Caminho sairmos do Caminho. Sabemos, porque falámos sobre isso vezes sem conta, que um erro deixa de ser erro se o soubermos viver. Desconfiamos que a deriva nem sequer existe desde que nos deixemos levar sabendo que voltaremos e que, se não voltarmos, não há problema. A minha aprendizagem é como aquele desenho no vidro embaciado de um carro: uma montanha de onde se cai sempre menos. Quando se volta atrás nunca se volta tão atrás. O silêncio também é uma vaidade. Um dia direi: começou por ser vaidade, o meu silêncio. Não percas a tua cidade estrangeira, é esse o meu conselho. Ninguém gosta de encarar a vida como se de uma Viagem se tratasse, porque é ridículo. Todo o misticismo deixa o homem desavisado de pé atrás. E, no entanto, nada faz mais sentido do que esta ideia de passeio, que por ora deve ser expressa com cuidados literais e traçados realistas, a fim de evitar a rejeição precoce. Não percas a tua cidade estrangeira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-8145744008160718714?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/8145744008160718714/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=8145744008160718714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/8145744008160718714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/8145744008160718714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/para-um-estudo-do-silencio-acompanhado.html' title='para um estudo do silêncio acompanhado'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-3026098160618815136</id><published>2012-01-22T21:05:00.003Z</published><updated>2012-01-22T21:14:13.243Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='a room of one&apos;s own'/><title type='text'>a room of one's own #1</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wEzP3DG2-TY/Txx7Ii4DwUI/AAAAAAAABt4/Rbr5ICwQxNg/s1600/quarto6" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-wEzP3DG2-TY/Txx7Ii4DwUI/AAAAAAAABt4/Rbr5ICwQxNg/s640/quarto6" width="690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-3026098160618815136?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/3026098160618815136/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=3026098160618815136&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3026098160618815136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/3026098160618815136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/blog-post.html' title='a room of one&apos;s own #1'/><author><name>Sofia Gomes</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04460610779216902712</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='33' height='21' src='http://1.bp.blogspot.com/-JSALBQfRLRg/Txx17n60Z1I/AAAAAAAABtM/P0PwmZEYw-4/s220/Gent019.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-wEzP3DG2-TY/Txx7Ii4DwUI/AAAAAAAABt4/Rbr5ICwQxNg/s72-c/quarto6' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-367458477447294056.post-2772356973514058791</id><published>2012-01-22T21:04:00.000Z</published><updated>2012-01-22T21:04:56.382Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='o começo de um livro é precioso'/><title type='text'>ménades &amp; bassárides</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pagas com duas moedas o teu almoço, massa e molho de tomate. Viajaste de eléctrico, caminhaste por ruas que se te ofereceram em nome, em mapa, e trazias na mala os livros que escolheste na biblioteca, um sobre Pound e outro com os contos de K. Mansfield que gostarias de copiar. Vestiste as calças de ganga de todos os dias, a blusa branca e o casaco de malha que herdaste de uma amiga, bebeste uma imperial, que custou o mesmo que o almoço, e regressaste a casa. Vives com os bolsos vazios e no entanto não te falta nada. A renda do quarto, pagas com a ajuda da tua mãe e de um filósofo suíço, teu benfeitor por interposta pessoa. À noite, quando há serviço, trabalhas num restaurante, serves às mesas em troca de uma refeição e do pagamento mísero que te permite comprar mais massa e mais molho de tomate. A água ferve. Preferias ficar em casa a escrever mas sabes que a escrita, mesmo que o não queiras, vai em tudo o que fazes. Na cozinha, encontras sempre formigas, estremeces. Ao longo do dia agarras no telefone, ponderas mensagens, voltas atrás. Não encontras propósito para a tua própria voz. E no entanto, quem te livra de ti? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisas de símbolos, de adornos. No eléctrico invejas os dedos das mulheres, pejados de anéis, as pulseiras de prata, as medalhinhas de ouro. Querias para ti um desses talismãs, ou a necessidade deles, que te é alheia. É isso que invejas, um desejo claro pelo precioso. Desejarias para ti umas perolazinhas nas orelhas que usasses sempre no Natal. E no entanto não são as pérolas que desejas mas apenas o gesto de as colocar, de as mostrar, de ser com elas vista. Poder dizer aos filhos: tenho estas pérolas desde que me casei, usei-as todos os anos nesta época. Poder dizer: os meus talismãs, encontrei-os na escrita. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/367458477447294056-2772356973514058791?l=colectivochato.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://colectivochato.blogspot.com/feeds/2772356973514058791/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=367458477447294056&amp;postID=2772356973514058791&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2772356973514058791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/367458477447294056/posts/default/2772356973514058791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://colectivochato.blogspot.com/2012/01/menades-bassarides.html' title='ménades &amp; bassárides'/><author><name>Catarina Barros</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11210991664160516273</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='20' height='32' src='http://4.bp.blogspot.com/-Ugc42AMO6v8/TxxzT_5uCDI/AAAAAAAAGYc/mrxFH_lTLW4/s220/img027.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
